Meu humor


Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog de alpasxxi
 


 

INUSITADO NATAL?

 

     Beatriz Dutra

23.12.2004.

 

 

Primeiro, cientistas

constataram:

a Lapônia, na Finlândia,

terra de Papai Noel,

registrou o menor nível

de neve dos últimos anos.

Provavelmente, devido

ao aquecimento global.

 

Agora, ambientalistas

alertam:

os últimos rebanhos

de renas selvagens da Europa

encontram-se ameaçados de extinção.

 

Se confirmadas as previsões

de desaparecimento da neve

e extinção das renas,

teremos inusitado Natal:

Papai Noel chegará

sem rena e sem trenó.

 

Valer-se-á, certamente,

do transporte alternativo

da cauda de algum cometa

ou da velha estrela guia...

 

Mas não deixará

de exercer sua generosidade

e de reverenciar o Deus-menino!

 

FELIZ NATAL!

 

 



Escrito por alpasxxi às 21h23
[] [envie esta mensagem
] []





O NATAL ESTÁ NO CORAÇÃO!

 

O

dia

mais

belo e

feliz para

os cristãos é

o dia em que o

Criador enviou ao

mundo seu Filho para

vir nos trazer a boa nova;

esse dia é chamado de Natal.

Nascimento do Menino Deus, que

feito Homem, vem nos ensinar como

viver no amor. Mas nós não buscamos os

valores que realmente possam fazer viver no

verdadeiro amor. O amor que nos leva a aceitar

nosso próximo como sendo um irmão. Um irmão que

mesmo não sendo de sangue, é irmão no amor de Cristo.

É irmão que precisa de nosso carinho, nossa atenção, apoio,

consolo e principalmente da nossa mais seleta amizade, pois só

assim, teremos passado adiante o ensinamento que o Menino lá de

Belém, veio

ensinar-nos:

como agirmos

para que nos

seja possível

viver e conviver

no verdadeiro

e puro amor.

Não nos basta

bater no peito

e dizer em alto

brado: eu sou

cristão! É sim,

preciso abrir

o coração e dar

nosso sim como

fez Maria: sem

receios e nem

medos, por que

Ela sabia que o Senhor estaria ao seu lado em todos os momentos, quer nas dores, ou nas alegrias, para lhe proteger dos perigos. Que o nosso Natal não se notifique apenas nesse dia, mas sim, em todo o decorrer do ano que se avizinha. Então, teremos a certeza da presença do Menino de Belém em nosso cotidiano, a nos guardar, proteger, abençoar. Em nosso dia a dia,

 é preciso que sejamos um José para ensinar os bons Preceitos

 como ele ensinou ao menino Jesus, no papel de Pai...

 

Feliz Natal a todos e um Ano cheio de realizações e muita saúde!

 

Criada em 09/12/2009 quarta-feira – 20h29min por Gilson Eustaquio Chagas



Escrito por alpasxxi às 21h22
[] [envie esta mensagem
] []





 

Tributo a Minha Avó.     (Um Natal inesquecível). 

 

Elegante e orgulhosa nos seus sessenta anos, com a sua inseparável bengala preta com castão prateado, minha avó Ana parecia uma figura saída de algum castelo francês, das histórias que eu lia quando menina.

Seus cabelos totalmente brancos estavam sempre impecavelmente arrumados e presos por uma travessa de prata, presente do vovô Paulo. Seus olhos verdes, grandes como duas esmeraldas, teimavam sempre em revelar as emoções que vovó queria esconder.

Suas roupas sóbrias e elegantes inspiravam respeito e admiração a todos que a conheciam.

Era uma mulher forte que sofrera perdas terríveis, mas mantendo-se firme como uma rocha, conservou a família unida.

Muito cedo aprendi com meus pais a admirar e amar vovó Ana. Meu pai era um professor alegre e carismático. Criado em um orfanato sem conhecer seus pais, apaixonou-se imediatamente pelo carinho de vovó Ana. Ele costumava brincar com minha mãe dizendo:

-Só me casei com você pra ficar com “mãe Ana!”

Em 1959, com catorze anos, perdi meus pais em um acidente de automóvel e vim para esta casa morar com vovó Ana. Ela era mãe da minha mãe e sofreu tanto quanto eu a morte dos meus pais, a quem ela amava profundamente e perdeu tão prematuramente.

Eu nunca tinha visto vovó chorar, mas seus olhos eram a testemunha muda da dor que ela escondia. A princípio, unidas pela dor, nos amparamos uma na outra, mas, com o passar dos dias os conflitos de gerações afloraram inevitável e fortemente.

Vovó Ana tinha idéias pré-concebidas sobre quase tudo, incluindo bailes, mini-saias, “Rock and Roll” e namorados. Como era de se esperar, rebelei-me.

Quando vovó me comprava roupas comportadas, eu usava mini-saias ou jeans!

Quando me proibia de usar maquiagem, eu levava tudo na bolsa e usava no banheiro da escola! Fazia pirraças todo o tempo, queria mostrar que era adulta e ninguém devia me controlar. Queria liberdade!

Tenho certeza, que naquela época eu transformei a vida de vovó Ana num verdadeiro furacão. Mas, as coisas foram se ajeitando com o passar do tempo e com a paciência e o carinho da minha avó, eu aprendi a ceder de vez em quando para manter a nossa paz. Ela cedeu muitas vezes também.

Vovó Ana era uma pessoa séria, mas atenciosa e bondosa e eu só a via rir com vontade, junto aos netos. Não era uma pessoa fria, pois cercava de amor toda a família. Ajudava inúmeras obras assistenciais, mas, não permitia que comentássemos com ninguém.

Aos dezesseis anos, no Natal de 1961, eu queria dar a minha avó um presente todo especial, algo que falasse do meu amor, do quanto ela me havia ajudado a superar a perda dos meus pais e também pedir perdão por todas as vezes que eu fiz uma verdadeira revolução em sua vida.

Encontrei num antiquário o caderno mais lindo que eu já tinha visto! Na capa havia um camafeu de madrepérola e em volta, violetas pequeninas adornavam toda a capa.

Escrevi no caderno todas as palavras que eu não disse, todas as desculpas que eu não pedi e todo o amor e gratidão que eu sentia. Colei fotos antigas comigo, vovó e meus pais, coloquei uma rosa entre as páginas e assinei meu nome: Mariana! Depois, botei tudo em uma linda caixa desenhada com rosas amarelas e amarrei com um grande laço de fita branca. Ficou lindo!

 

 

O dia 24 de dezembro começou com a chegada dos meus tios e primos e a alegria contagiando a todos!

O espírito do Natal pairava no ar! Enquanto vovó e as tias cuidavam da preparação da ceia, meus tios arrumavam o quintal e o jardim com mil lâmpadas que piscavam alegremente.

Eu, minhas quatro primas e dois primos, enfeitávamos com bolas coloridas a árvore de Natal, arrumávamos os presentes e a decoração da casa.

Parecíamos formigas agitadas cuidando de um formigueiro!

A noite chegou e todos elegantemente vestidos, nos sentamos à mesa.

Como sempre fazíamos, demos-nos nossas mãos e fizemos uma oração de agradecimento a Deus, por estarmos juntos e por todas as bênçãos recebidas.

Fechei os olhos e pedi a Deus, que meus pais estivessem em um lugar bem bonito, de preferência, que tivesse um balanço em um jardim, como o que tínhamos em nossa casa.

A ceia transcorreu animada e alegre e quando terminamos, fizemos a tradicional troca de presentes.

Recebi muitos presentes e também dei presentes para todos, mas deixei de propósito o da minha avó por último. Como que adivinhando, vovó também deixou o meu presente por último. Abraçou-me fortemente, depois abriu a delicada caixa que eu lhe havia dado. Vovó Ana olhou o caderno com um brilho intenso nos olhos verdes, pediu licença e retirou-se para o quarto. Eu sabia que ela queria ter as suas emoções sem que ninguém visse. Só então abri o presente de vovó Ana e com grande surpresa, vi que era um caderno antigo, com a foto de uma jovem muito parecida com a minha mãe... mas, não podia ser minha mãe, pois seus olhos eram verdes e os da minha mãe eram castanhos, como os meus!

Estava trancado. Tinha uma fechadura dourada e no cantinho, havia uma corrente com uma chave, também douradas. Era um diário! O diário de vovó Ana!

A jovem linda na capa era a vovó bem mocinha!

A emoção tomou conta de todos naquela sala. Meus tios enxugaram as lágrimas disfarçadamente ao perceber a falta que minha mãe fazia naquele momento. A alegria e espontaneidade da minha mãe, sempre brincando, sempre de bom-humor, nos fazia imensa falta! Todos compreendemos que aquele diário seria dela, se estivesse viva!

A saudade nos envolveu a todos naquele instante! Fiquei assustada e confusa: eu não merecia aquele diário! Não havia feito nada para merecê-lo!

Corri para o meu quarto carregando aquele tesouro que vovó Ana havia guardado por tanto tempo e comecei a folhear aquelas páginas amareladas pelo passar dos anos.



Escrito por alpasxxi às 18h34
[] [envie esta mensagem
] []





Continuação

Meu coração batia descompassado e a emoção fazia minhas mãos tremerem!

O diário começava pelo dia 4 de fevereiro de 1915. Vovó comemorava 15 anos.

Ali, naquelas páginas, estavam registradas todas as dúvidas, mágoas, vaidades e rebeldias de uma adolescente, que como toda adolescente, pensava ser o centro do universo!

Ali estava também a jovem grávida que se entregara ao amor sem reservas e viu seu amado partir e partir também seu coração! Ali estava o casamento com um jovem oficial do exército, que assumiu a paternidade da minha mãe e por amor a minha avó nunca deixou que ninguém soubesse a verdade! Vovô Paulo foi o homem mais amoroso que eu conheci e naquele momento, eu descobri que ele era também o maior coração do mundo!

Ali estava toda a carga emocional que a jovem Ana sofrera. Vovó Ana guardou aquele segredo por toda vida.

Ali estavam também registrados todos os momentos felizes: o nascimento de cada um dos filhos e netos. Todos os Natais, aniversários, e todas as reuniões tão felizes em família que vovó tanto apreciava!

Estava também toda a dor! A traição do homem que amara, a morte dos seus pais, a morte da minha mãe, que morreu sem conhecer a verdade sobre o seu nascimento. A morte do vovô Paulo. Vovó Ana e vovô Paulo tiveram mais três filhos e todos tiveram o mesmo amor. Eles eram para mim o modelo de casal, sempre carinhosos e atenciosos um com o outro e com a família toda. Viveram felizes por 40 anos, quando um câncer levou vovô Paulo.

Ali estava toda a dor e o desespero da perda do companheiro a quem ela amara por 40 anos. Ali estavam as lágrimas que vovó nunca deixou que ninguém visse!

Mas ali estava também, toda a alegria e esperança que ela depositava na minha vinda para esta casa. A neta que ela amava e que compensaria a falta da filha que o destino lhe tirou!

Lendo aquele diário, compreendi que eu não precisava dizer o quanto eu a amava e nem pedir perdão: Ela sabia! Ela compreendia! Ela havia sido uma jovem como eu! Seus cuidados às vezes exagerados eram para me proteger! Não queria que eu sofresse!

Passei a noite acordada lendo aquele diário. Eu estava fascinada pela verdadeira história da minha avó.

Como vovó poderia adivinhar que a filha que tanto amava, partiria antes de receber o seu diário? Cada linha foi escrita para ela! Era para minha mãe que vovó havia guardado todos aqueles sentimentos. Todas as lágrimas ali guardadas. Eram para minha mãe, todas as emoções contidas naquelas páginas! E que orgulho eu sentia por tê-las recebido!

Eu sempre amei a minha avó, mas naquele momento eu a compreendia muito mais! Era como se de repente, minha avó tivesse deixado de ser santa e se transformado em ser humano.

Em uma simples mulher! Pecado e virtude.

Quando o dia amanheceu, arrumei-me e fui para a sala. Aos poucos a família foi se preparando para o café e eu estava impaciente, queria abraçar minha avó, dizer-lhe tantas coisas.

Fui até seu quarto e vovó estava sentada em frente ao espelho, seus cabelos completamente brancos, delicadamente penteados contrastando com os seus enormes olhos verdes. Estava linda, como sempre! Não precisamos dizer nada! Só nos abraçamos com força, contendo as lágrimas que queriam cair... tudo foi dito naquele abraço!

O Natal passou, outros Natais vieram e se foram. E os anos se sucederam.

Vovó Ana e eu vivemos juntas, dividindo todos os momentos.

Quando eu me formei, vovó Ana estava lá!

Quando me casei, vovó Ana estava no altar, maravilhosa em seu vestido longo!

A cada tropeço do meu caminho, era para vovó Ana que eu corria! Eram os seus conselhos que me guiavam!

Vovó Ana nos deixou em 1972, aos 72 anos! Morreu dormindo, calma e serena como sempre viveu.

Nunca falamos sobre os nossos presentes no Natal de 1961... não foi preciso!

Os Natais nunca mais foram os mesmos e a família aos poucos, foi se distanciando.

Restaram as lembranças que moram nesta casa até hoje!

Guardei o segredo de vovó Ana, enquanto meus tios viveram... não queria que julgassem minha avó por não ter lhes contado o seu segredo.

Este ano farei 60 anos e percebi que não tenho muito tempo. Por isso, resolvi escrever a história de vovó Ana, como um tributo a uma mulher que foi para mim, um exemplo de coragem, amor, fé, bondade e integridade.

Em algumas ocasiões eu me olho no espelho e vejo refletida a imagem da vovó Ana, de olhos castanhos... aí, me lembro que sou eu, dentro do espelho.

Em datas especiais, eu sinto a presença dela junto a mim... sinto seu perfume de alfazema e sei que ela está comigo!

Até breve, vovó Ana, eu já estou indo.                             

 



Escrito por alpasxxi às 18h34
[] [envie esta mensagem
] []





 

O NATAL

Ana Paula Costa Brasil

 

O Natal é um momento

festivo fascinante;

é forte energia

que toma conta de meu ser.

Tudo que o envolve gera

doces expectativas, alegrias,

encontros, realizações,

afetividade, respeito,

solidariedade e paz interior.

No Natal, sinto-me agraciada

por muitas gotas de ternura

e meu coração adquire

intensa serenidade e leveza,

levando-me a vivências

que me ensinam a olhar a vida

com muito amor e fraternidade.



Escrito por alpasxxi às 18h30
[] [envie esta mensagem
] []





QUASE NATAL SÉCULO XXI

Joaquim Moncks

O poema nasce matutino,

com sono, tirando remela dos olhos.

Penteia cabelos, escova dentes.

Há um ázimo pão no céu da boca.

O espelho denuncia a aurora glacial

das incompreensões.

 

O sal do choro

crivou a lágrima amanhecida

de explicações e lamúrias.

Amores fartos, ágeis de memórias,

nunca são lúcidos à hora da posse.

 

Jesus Cristinho amado,

deixai que cantemos desamores.

O coração está pleno como dantes

e a órbita do mundo soluça

jingle bells como um terçol.

 

Bom-dia, Dona Paciência,

locupletem-se os pendores!

É inventário dos amantes.

 



Escrito por alpasxxi às 16h58
[] [envie esta mensagem
] []





Comentários

 

[Nilda Dias Tavares] [gitana45dias@yahoo.com.br] [www.avspe.eti.com.br/poetas1/nildadias.htm]
Querida Ilda: Belo conto, amiga! Criatividade pra dar e vender. Parabéns! Abraços, Nilda.

 

Nilda Dias Tavares] [gitana45dias@yahoo.com.br] [www.avspe.eti..br/poetas1/nilda.htm]
Linda Poesia, amiga! Realmente, precisamos rever o conceito de Natal e lembrarmos sempre dos ensinamentos do aniversariante. Beijos.

 

[nilda Dias Tavares] [gitana45dias@yahoo.com.br] [www.avspe.eti.com/poetas1/nilda.htm]

Maria Helena,

Há, amiga! Quero fazer parte desta árvore! Prometo ficar bem quietinha, bem encolhidinha, curtindo o Natal com essa maravilhosa família. Lindo poema, Leninha! Beijocas. Nilda.

 

 

 

[Lenir Moura] [estevaoleninha@arraialweb.com.br] [estevaoleninha.blogspot.com/]

Maria Helena,

Linda a sua árvore! Tenho certeza que estou entre seus amigos. Que belo texto, amiga. Parabéns!!!!!!!! Leninha

 

[Nilda Dias Tavares] [gitana45dias@yahoo.com.br] [www.avspe.eti.com/poetas1/nilda.htm]

Ilda,

Belo texto amiga! Emocionante e criativo. Parabéns!

Beijos, Nilda.

 



Escrito por alpasxxi às 10h37
[] [envie esta mensagem
] []





Alegre Natal

 

Jesus nasceu

Era uma linda noite

O luar refletia sobre a

A Dama da Noite,

Arbusto que exalava perfume

De suas  brancas flores.

As crianças alegremente

Tagarelavam,  brincavam,

Quebravam castanhas,

Nozes, avelãs, amôndoas

Nas pedras ali existentes.

Sem se importar com

A farta mesa enfeitada

Na sala de jantar,

Esperando passar

A Missa do Galo,

A meia noite, para

A família comemorar as

Primeiras lembranças

De uma Noite de Natal....

 

                 Ivanyr Coelho



Escrito por alpasxxi às 10h26
[] [envie esta mensagem
] []





ERA NOITE DE NATAL

Nice Maria Botomé Cousen

 

          Era noite de Natal. As estrelas iluminavam as ruas da cidade. A menina, junto à família, esperava a meia-noite com ansiedade infantil, tentando adivinhar os presentes que ganharia.

            Lá fora, na rua enfeitada com lâmpadas coloridas, muitas crianças brincavam alegres, à espera, também, do grande momento, o momento de receber o que “Ele” lhes traria. Será que viria? Será que tinham se comportado bem para merecer a sua visita? Grande Expectativa!

            A Menina também o esperava com ansiedade em meio aos tios, primos, pai, mãe e avó. De vez em quando olhava para a rua, perscrutava o céu, e nada: nem sinal dele.

            De repente, já lutando contra o sono que lhe embaçava os olhos, ouviu a Tia dizer, “olha lá no céu!” Então ela viu, viu o trenó e as renas aproximarem-se do telhado da casa da avó paterna.

           Maravilhada, enquanto a Tia, querido colo que sempre a embalava, cantava músicas natalinas para recebe-lo, a Menina enxergou, descendo do telhado, a figura tão esperada por todas as crianças: o Papai Noel.

           Para ela, o tempo parou naquela hora e, em êxtase, viu papai Noel distribuir os presentes especialmente para ela, a única menina da casa. Sem que ela visse, ele foi embora, provavelmente levado pela magia daquela noite inesquecível que se repetiu ainda por alguns anos, enquanto a Menina era criança e sonhava.

           Anos mais tarde, a Menina, que já não acreditava em todos os sonhos, descobriu que Papai Noel daquelas noites encantadas, o seu primeiro Papai Noel, tinha sido seu Tio, o tio mais moço, auxiliado pelo carinho da Tia, a tia mais velha, irmã de seu pai.

          Hoje, passados tantos anos, a Menina ainda se lembra daqueles momentos e agradece aos Tios, que já estão junto às estrelas, pelas lindas lembranças que deixaram em seu coração. Enfim, era noite de Natal...



Escrito por alpasxxi às 17h53
[] [envie esta mensagem
] []





 

Minha História de Natal

Ilda Maria Costa Brasil

 

A noite chegou suavemente e a euforia era intensa. Meu sono foi muito agitado e, ao ouvir o canto dos galos, fui a primeira a pular da cama. Corri para o pátio e respirei fundo, enchendo os pulmões de um gostoso perfume floral. A natureza estava tão radiante quanto eu, pois compartilhávamos as mesmas expectativas natalinas. Fascinada com o canto dos pássaros, dirigi-me ao jardim. Gotas de orvalho cintilavam nas plantas e nos arbustos, verdadeiros cristais. Aos olhos e fantasias de uma menininha de 7 anos, emitiam raios coloridos, os quais se dissipariam com o calor do sol, confirmando a presença do Papai Noel por perto.  Sentia-me poderosa, a dona do mundo e, ao ver um pequenino beija-flor pousar numa flor, passei a persegui-lo, tentando pegá-lo mas, por azar, tropecei na raiz de uma árvore e cai. O acidente deu fim a minha perseguição. Sentei-me no chão, olhei para o meu pé esquerdo e vi que havia quebrado um dos dedinhos, o anelar. Com muita calma e com tranqüilidade, tentei unir as partes, pois ficará preso só pela pele de baixo - fratura exposta. Triste e decepcionada com o meu insucesso, apoiei-me no tronco da cruel árvore, levantei e, saltitando, dirigi-me à porta dos fundos.  Minha mãe e minhas tias, ao ver-me, gritaram apavoradas. Afirmei-lhes que não era nada, que só precisava de um pouco de cola e que tudo ficaria bem. Riram e, imediatamente, vi-me no colo de meu avô.

          Minha travessura, por alguns instantes, conseguiu interromper os preparativos para a ceia de Natal. Meu avô levou-me ao hospital. Eu, sem entender nada, observava a todos. "Por que tanta correria se um pote de cola poderia resolver tudo? Adulto complica!..." Enfermeiro, raios-X, médico, sala de gesso, tala, alguém falando: "- Que belo presente o Papai Noel te trouxe, queridinha!" Achei a observação idiota, embora tenha ficado um pouco assustada e preocupada. Como poderia Papai Noel, um velhinho simpático e encantador, ser cruel comigo? Teriam minhas travessuras sido muitas? Era difícil entender, ainda mais quando já começava a sentir dores.  Enquanto saíamos, o médico avisou que eu teria que ficar em repouso por 30 dias; não poderia apoiar o pé, em hipótese alguma; logo, não poderia procurar, à noite, os meus presentes - era costume colocarem, um, embaixo da árvore de Natal para cada criança, dois eram entregues pelo Papai Noel e, os demais, escondidos pela casa, galpão de fogo e, até mesmo, no pátio. Desesperei-me e as lágrimas passaram a cair intensamente como água em dia de enxurrada.

       Meu avô, carinhosamente, tentou acalmar-me e disse-me que Papai Noel estava vendo tudo; assim, acharia uma solução para eu receber os presentes.  Às 20 horas, minha avó avisou-nos que vovô havia ido à casa de seu irmão e que todos deveriam se arrumar para a chegada do Papai Noel. Embora não pudesse brincar e curtir o momento como as outras crianças, mamãe botou-me um vestido rosa, cheio de fitas e bordados e, em seguida, deitaram-me num sofá que fora especialmente colocado, na sala de jantar, para mim. Meus primos e irmão corriam felizes e alegres; eu, triste e desolada. Enquanto aguardava o grande momento, tentei ler, mas não consegui concentrar-me na leitura.

        De repente, passamos a ouvir o toque de uma sineta, "Papai Noel chegando! - dizia a meninada. Olhei para o jardim e vi-o descendo da carruagem. Vestia vermelho e branco e trazia, nas costas, um imenso saco de presentes. De imediato, perguntou por mim e a turma foi explicando: "-Está deitada no sofá, pois quebrou um dedinho do pé." Beijou cada uma das crianças e, depois, aproximou-se do local onde me encontrava. Quando me abraçou, reconheci o perfume de vovô. Olhei-o com fascínio e sorri; pegou minha mãozinha, acariciou-a e a beijou vagarosamente. Senti que percebera minha descoberta, mas nada foi dito. Trocamos um lindo olhar, "gesto puro e autêntico de cumplicidade e segredo". Meus presentes, recebi todos de Papai Noel! As outras crianças continuaram, por muito outros Natais, acreditando que Papai Noel existia.



Escrito por alpasxxi às 17h52
[] [envie esta mensagem
] []





Natal

 

No Natal estrelas luzentes

Apontam e seguem Jesus,

Mostrando sempre prá gente

Um caminho cheio de luz.

 

Igrejas tocando os sinos,

Meia noite, cristãos a orar.

Lembrando de Jesus menino

Que nasceu para o amor nos mostrar.

 

Amigos reunidos em casa

Para o Natal celebrar.

E todos, como anjos sem asas,

Reunidos em silêncio a orar.

 

E ao ouvir os sinos tocando

Como a pedir, para todos, a paz.

Sinto o mundo se confraternizando

É isso que a noite de Natal nos traz.

 

Ternura, beleza, emoção,

Encontro de paz e de amor.

Assim é a comemoração

Do aniversário de Nosso Senhor.

 

(Lenir Moura)

São Paulo - SP



Escrito por alpasxxi às 21h56
[] [envie esta mensagem
] []





Poema de Natal

 

É

Natal
Neste Natal

 Quero uma árvore

Única, bem diferente!

Começando pelo suporte,

Quero um vaso feito de gente

Como base e esteio, estão os meus pais,

Firmes e fortes. Adiante vêm meus irmãos

Doze, é verdade! Dão à árvore um toque especial

Como uma aquarela, enfeitando minha árvore de Natal

Um deles o mais forte sustenta os galhos e ficará deste lado

Já este outro, bem mais franzina, tem privilégios e ficará por cima

Deste modo, não será pisoteado pelos outros,  nem será incomodado

Esse lado fica bem para as meninas, mas, porém, não está muito enfeitado?

Não ficaria melhor,  misturar todo mundo, meninos e meninas com muito jeito?

Colocar todos num grande abraço, confraternizando. Braço com braço, peito com peito?

Vou colocar meu esposo, também terei meu espaço, e colocarei duas lindas pérolas: meus filhos!

Que vão dar à àrvore, mais beleza e muito brilho. Depois virão meus cunhados e todos os meus amigos

Numa guirlanda colocarei anjos, meus sobrinhos. Uns maiores, outros menores, e até bebês bem fofinhos.

Finalmente, lá em cima, no topo virá uma estrela linda! Que brilha sorrindo no céu e de lá pisca-pisca

para dizer sempre todos os dias que nos ama muito. Agora vou pendurar os presentes

A cada um vou dar

Agradecimento

Perdão

alegria

amor

Paz

F

E

L

I

Z

N

A

T

A

      L___

 

Maria Helena Camilo



Escrito por alpasxxi às 21h55
[] [envie esta mensagem
] []





SE EU FOSSE UM PRESENTE...

 

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br

 

Vamos pensar juntos.

 

Se fôssemos presente, o que gostaríamos de ser?

Um telefone celular?

Um computador?

Uma bola de futebol?

Um carro?

Uma boneca?

Ou um caminhãozinho?

 

Deverá vir acompanhado da outra indagação: Se fôssemos um presente, a quem gostaríamos que fosse “nosso” destinatário?

 

Uma criança?

Uma criança de rua?

Um jovem?

Um adulto?

Um idoso?

 

Todos são pessoas. Todos têm direitos a ganharem presentes.

Mas o que cada um deles gostaria de ganhar?

 

Um celular – hoje tão popular. Claro está que o presenteado gostaria de ganhar um aparelho celular super moderno, mas talvez alguns outros ficariam felizes em poder receber um celular modesto, aquele que, ainda, só recebe os telefonemas e mal e mal “fala" com os outros amigos...

 

Computador – Que tipo?

Notebook? Netbook? Ou outros menos sofisticados? Tudo a pensar... Hoje este equipamento, muito popular, há poucos anos atrás seria atraente para poucos... Sinal dos tempos. É a inovação presente em tudo. É a tecnologia presente em todos os momentos.

 

E uma bola de futebol?

Todos, sim, todos ficariam felizes e satisfeitos com este presente?

Acredito que sim. Principalmente os jovens, meninos e meninas, pois  todos estão pensando no 2010 e também no 2014 – o ano da Copa “nossa”. Na realidade, quase todas as Copas tem sido “nossa"... Dunga, não esqueça deste recado!!!

 

Um carro? Que tipo? Que ano de fabricação? Quantas portas? Sedã? Monovolume? Com ar condicionado? Com computador de bordo? Com direção hidráulica? Nacional? Mas “quase” todos “agora” são nacionalizados... Mas que seria um ótimo presente, não tenho nenhuma dúvida... E que todos gostariam de receber... Outra certeza absoluta. E nem importaria a cor...

 

E uma boneca?

E um caminhãozinho?

São os presentes preferidos da meninada? Ou seriam os DVD de personagens famosos?

Acredito até que os “envelhecidos” e sempre lembrados bonecas e caminhãozinho ainda teriam um bom público.

 

...........................................................

 

Agora sou o presente.

Já fiz a pesquisa.

A quem me dirijo?

 

Vou escolher: a meninada de rua, que normalmente esperam esta época do ano. É neste período que “alguns” lembram deles. Que “eles” existem. Que “eles” também fazem parte da sociedade. E é a eles que vou me dirigir. Sou as bonecas – loiras e/ou morenas. Sou o caminhãozinho – não importando a marca ou a cor. Só sei dizer que serei recebido com muito amor e afeto por “eles”.

..............

 

Estão felizes a brincar.

Estão sorridentes...

Estão satisfeitos...

Gostaram muito de mim – “o presente”.

 



Escrito por alpasxxi às 11h23
[] [envie esta mensagem
] []





 

O BOM VELHINHO

 

David Iasnogrodski – escritor, engenheiro, administrador – david.ez@terra.com.br

 

Falando com o meu colega e amigo Jairo Chagas, ele  me indaga:

- David, o que você irá escrever para esta época do ano?

Respondi: estou pensando.

E fico a pensar...

Tempo de chuvas. Muita água rolando...

Tempo de calor. Muito abafado e úmido.

Primavera... Quase verão!

Tempo tenso.

E os negócios? Todo o mundo a dizer: “ Este natal será de grandes negócios”. Será verdade?

Está chegando o Papai Noel.

Só o Papai Noel?

Bem, para as crianças é à espera do Papai Noel. Representando a esperança de dias melhores. De presentes melhores. De sorrisos. Isso para todas as crianças. Será que realmente acontece para todas elas?

E ele chegou – o Papai Noel. O bom velhinho... E elas – as crianças – no colo do bom velhinho.

E “eles” – Papai Noel  a dizê-las: não façam mais “chichi” na cama. Devem parar de utilizar o “bico” junto à boquinha. E assim “eles” vão falando com “elas”... Sempre com aquele sorriso. Todos a falar com Papai Noel.

E os adultos?

Também tem o Papai Noel como símbolo?

Sim! É a esperança de dias e noites melhores. Mais tranqüilas.

Menos angústia.

Mais felicidade.

Menos preocupações.

Mais empregos.

Menos guerras.

Menos violência. Inclusive a urbana...

Mais paz.

Mais alegrias.

Tudo nas “costas” do Papai Noel. Tudo ele está trazendo no “saco’. Aquele que está nas costas... Não pensem mal!!

O bom velhinho – Figura lendária.

Vestes vermelhas.

Barba longa e branca.

Sempre com simpatia e sorriso nos lábios. É o bom velhinho...

Mas é ele que nos traz a “esperança”

“ O bom velhinho” – Sempre é bom vê-lo sorrindo. Não importa se somos crianças e/ou adultos. Ele é o bom velhinho para todos nós...

Vem sempre acompanhado do: Oh! Oh! Oh! Oh!... Oh!

-          Papai Noel! Diga  a todos que eu estou remetendo um pedido: Paz, Saúde e Alegria a todos nós...

...............................................................

Jairo, muito obrigado pela lembrança!!!.

 



Escrito por alpasxxi às 11h23
[] [envie esta mensagem
] []





O PRESENTE

 

Lou Bertoni

 

 

 Ei-lo. Foi feito para o Natal,

embora tramado com a força de um ano todo.

 

mas não tome vento

e cuidado com as janelas

 

não ande rápido

e verifique as tramelas

 

não entre em carros

e nem passe por vielas

 

não receba visitas

com flores nas lapelas

 

não conviva com vampiros

nem mesmo em capelas

 

não confie em guarda-chuvas

mesmo que sejam umbrelas

 

mantenha-se longe de talheres

evite inclusive as baixelas

 

não movimente as mãos

lixe as unhas com cautela

 

procure ficar imóvel

nem experimente as chinelas

 

não coma e não beba

nem mesmo chá de canela

 

não respire fundo

mesmo que esteja em Bruxelas

 

suspenda aquele pileque

procure agir com cautela

 

cuidado com os espinhos

até das flores mais belas

 

não aceite agrados

e nem jantar a luz de velas

 

mesmo estando na África

em sua linda cidadela

 

o cachecol que fiz para você,

não é forte como era a sua cela,

meu caro Mandela.

 



Escrito por alpasxxi às 11h20
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]